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Estantes #4

Estantes Mário Venda Nova

Estantes Mário Venda Nova

Estantes Mário Venda Nova

Estas são as minhas estantes carregadas de banda desenhada, de graphic novels e bastantes compilações… Aqui estão alguns dos meus livros favoritos, com quem tenho uma relação especial e que em determinado momento me marcaram por várias razões. Começo logo pelos vários livros de Dave McKean, o Violent Cases, o Signal to Noise (ambos em colaboração com Neil Gaiman) e o Cages. São livros fabulosos onde a arte de McKean está bem patente e marcada, adoro o Violent Cases. Ah e falta-me o Mr Punch… depois destes passo para outro livro que faz parte do meu imaginário: Market Day de James Sturn, um clássico! Uma história sobre um homem que faz tapetes e que os vende no mercado mas que vai perdendo clientes para as grandes lojas que vendem tapetes feitos em série… uma belíssima estória!
Por aqui também há livros com as grandes sagas de super-heróis: The Phoenix Saga dos X-Men, DareDevil de Frank Miller, Batman: The Dark Knight Returns (também de Miller), e a saga da Elektra. Mas há mais… muito mais.
Noutro lado graphic novels, entre muitos a fabulosa Sandman: The Dream Hunters de Neil Gaiman e Yoshitaka Amano, numa adaptação de um conto tradicional japonês que está no meu top dez de banda desenhada! Outro top dez: The Arkham Asylum de Mckean, ilustração de topo e uma estória brutal do Barman, negra e sinistra. Seria injusto esquecer V for Vendetta e os Watchmen, ambos já adaptados (com mais ou menos sucesso) o cinema, os dois saídos da pena de Alan Moore. Ou o fabuloso Blankets de Craig Thompson, ou o Curses de Kevin Huizenga, e o não menos fabuloso Tell Me Dark, uma estória sinistra de amor e libertação (outro meu top dez).
Noutros poisos a mangá japonesa, nomeadamente o Lone Wolf and Cub, uma estória baseada na vida do samurai Miyamoto Musashi, autor do famoso livro de conduta samurai The Book of Five Rings. Também lá estão os seis volumes do Akira (cerca de 400 páginas cada um…) que adorei e devorei em outras tantas noites, e o mui famoso Ghost in the Shell. Mas para mim a pérola é sem duvida é o Naussicaä of the Valley of Wind do célebre Miyazaki, que nos deu filmes como a Princesa Mononoke e a Viagem de Chihiro (talvez o meu filme de animaçao favorito ao lado do Fantasia de Walt Disney).
Termino com dois de Joe Sacco, totalmente apropriados aos dias de hoje: War’s End e Palestine.
Como se pode perceber há aqui todo um universo de banda desenhada, um mundo de aventuras ao dispor da imaginação, um universo alternativo que nos permite escapar ao dia-a-dia, entrar pelo sonho e dentro e alargar horizontes. A BD tem um universo próprio que no seu melhor cruza a literatura com a ilustração e que nos transporta ao melhor que cada uma nos dá.

Estantes #3

O título desta nova rubrica, “Estantes”, adequa-se bem à minha “biblioteca” de banda desenhada porque na realidade esta não existe como corpo único. Está espalhada em estantes de madeira no quarto e na sala e em estantes de metal na garagem, segundo ordens afectivas, de formato e do acaso. Edições alternativas e populares ou simplesmente estranhas convivem todas pacificamente umas com as outras, e estas com o resto dos livros de arte, literatura e afins, cd’s e discos em vinil.

Os comics e as revistas, que por conveniência de sequência numérica tendem a ficar juntos, são ainda os meus formatos favoritos para ler bd. Versam várias temáticas e provêm de diversas editoras, desde a canadiana Wee Bee à argentina Record, passando pela brasileira VHD, pelas portuguesas Portugal Press, Bertrand, Edibanda, Agência Portuguesa de Revistas, e um grande etc…

Contudo, nos últimos anos, o formato álbum começou a ganhar mais predominância pela necessidade do papel melhor, da edição cuidada e definitiva de uma determinada série, que replica em parte o apelo burguês que os velhos maoistas sentem com o passar do tempo. É disto exemplo a nova edição do Prince Valiant do Hal Foster pela Fantagraphics, a cores e em grande formato; ou as edições integrais, na versão original, de Bernard Prince, Mort Cinder de Oesterheld e Breccia ou L’Ile au trésor de Milani e Pratt, todas em capa dura.

Mas não é por já ter estas edições definitivas, cujos textos inclusos revelam novas perspectivas de leitura, que deixo de querer adquirir números do Tintin belga com capas do Vance ou os da Misterix argentina.

Garagem de André Azevedo

Na garagem encontra-se a maior parte da colecção, toda guardada em caixas transparentes de plástico com boa estabilidade térmica e sem a mínima preocupação com a estética do conjunto. Aqui a organização é necessariamente mais rígida e as caixas estão separadas por revistas, álbuns e comics, e dentro destas categorias, tal como nas estantes de casa, por tamanhos para que os danos físicos, inevitáveis com o tempo, sejam menores.

Falta organizar uma dezena de caixas onde todas as categorias se misturam e onde se acumulam títulos já lidos mas ainda não arrumados, os que ainda esperam leitura ou os que estão separados por já serem edições que deixaram de fazer falta na colecção: números repetidos ou versões brasileiras, espanholas e portuguesas de comics.

E é assim, em traços muito largos, que está guardada/organizada a minha colecção de banda desenhada, sempre com o apoio de indispensáveis e intermináveis listas de números adquiridos e por adquirir, ainda e sempre redigidas à mão em pequenos e práticos cadernos quadriculados que vão comigo para quase todo o lado.

Estante André Azevedo

Estante André Azevedo

Estante André Azevedo

Estante André Azevedo


André Azevedo escreve habitualmente no blogue A Garagem.

Estantes #2

Parte da vista geral.
Parte da vista geral.

Se tivesse de escolher uma palavra para definir a minha biblioteca de banda desenhada, ela seria quase de certeza diversidade.
Diversidade de tipo de edição: livros, álbuns franco-belgas (em maioria), compilações, recolhas, comics, livros teóricos, revistas…
Estas últimas portuguesas, francesas, espanholas, brasileiras, americanas. Das edições nacionais, exemplares dos grandes títulos infanto-juvenis desde os anos 1930: Papagaio, Mosquito, Camarada, Diabrete, Cavaleiro Andante e, claro, o Mundo de Aventuras que coleccionei durante mais de uma década e onde fiz a minha “formação” aos quadradinhos.
E o lamento — hoje irrepetível — de o ter mandado encadernar…
Diversidade também de nacionalidade das edições: portuguesas, francófonas (estas duas em clara maioria), espanholas, americanas, brasileiras… E também algumas italianas, inglesas, uruguaias, japonesas… e até um Astérix e Cleópatra naturalmente em… egípcio!
Diversidade igualmente de temáticas: western, super-heróis, humor, fantástico, policial, aventura, autobiografia, provenientes das mais diversas editoras/produtoras: Turma da Mônica, Disney, Bonelli, Marvel, DC Comics, Casterman, Delcourt, Lombard, Dargaud, Futuropolis, Humanos…
Se em tempos a sua arrumação foi mais fácil – eram menos as edições – hoje ela é – digo eu – algo caótica: se o ‘padrão’ é o álbum franco-belga tradicional, organizado alfabeticamente por desenhador, as excepções são cada vez mais e os livros antes confinados a metade das minhas estantes, hoje já invadiram outros espaços, escorraçando de lá outros.
Fora daquele padrão de ordenação, estão hoje algumas séries (Tintin, Astérix, Spirou, Blake e Mortimer…), algumas edições (formatos muito grandes, formatos mais pequenos, compilações de tiras de imprensa, manga, autores portugueses, Bonelli, Marvel, DC Comics).
Mais, no momento em que lerem estas linhas, possivelmente as fotas que as ilustram já não correspondem à realidade, pois o convite da Mundo Fantasma apanhou-me a meio de um “remodelação espacial”!
Por isso, as edições de alguns dos meus autores de referência, como Prado…

Miguelanxo Prado
Miguelanxo Prado.

… ou Davodeau…

Étienne Davodeau
Étienne Davodeau.

… surgem aqui tão “mal dispostas” nas prateleiras.
A par de todas estas edições – em tempos contabilizadas à unidade, hoje – (por estimativa) a aproximarem-se das 10 mil – surgem muitos produtos derivados, com destaque para Tintin.

Tintin
Tintin.
Pequeno formato
Pequeno formato.
Mais álbuns
Mais álbuns.
Bonelli
Bonelli.
Mundo de Aventuras
Mundo de Aventuras, infelizmente encadernado.
Veículos do Tintin
Veículos do Tintin.
Álbuns de autores portugueses
Álbuns de autores portugueses.
Astérix
Astérix.

A fechar, uma certeza: tudo o que está arrumado foi lido, em grande parte relido, em alguns casos lido vezes sem conta – mas claro que perto de uma centena de títulos aguardam (em local próprio) por leitura em breve…


Pedro Cleto escreve habitualmente no blogue As Leituras do Pedro.

Estantes #1

Não queria mesmo nada começar esta rubrica comigo, mas conseguir colaborações dos amigos está a ser uma comodidade cada vez mais difícil. Por um lado é bom, porque permite-me explicar o que pretendo e já agora, convidar os visitantes leitores e coleccionadores de banda desenhada, a mostrarem um pouco das suas colecções e dizerem uns poucos parágrafos sobre elas. Enviem-nos fotografias (horizontais, 1422px de largura) e um pequeno texto. Pode ser sobre as estantes nas fotos, a razão da importância de determinada prateleira, ou mesmo sobre a vossa relação com a banda desenhada. Pode ser só uma fotografia e um parágrafo.

Muita gente pensa que nós na Mundo Fantasma temos colecções colossais, mas não é verdade. Tanto eu como o Vasco e o Marco, somos disciplinados, encomendamos e compramos como os outros (com desconto) e temos como prioridade a livraria e os clientes. Estes livros que aqui apresento estão no escritório e penaliza-me que não estejam todos juntos num local designado. Mas em casa, onde estavam, apareceu humidade e cá está grande parte da colecção. Por um lado é bom porque fazem parte do meu trabalho.
As estantes são simples Billy da Ikea, 14 das estreitas com banda desenhada. Se perguntam o porquê das estreitas, é porque as largas têm prateleiras que acabam por ceder com o peso dos livros e fica horrível. Também têm portas de vidro e coloquei uns felpos para impedir a entrada de muito pó.
Os comics têm todos saco e backing board. Alguns… Para que me estou a enganar?… A grande maior parte, tem um saco da Ultra-Pro que dispensa backing board mas que se revelou a decisão mais desastrosa para a minha colecção de comics. Estão a desfazer-se e precisam todos de ser substituídos, uns 2.000 no mínimo. Uma dor de cabeça para a qual ainda não tive paciência.
A banda desenhada tem uma particularidade que dificulta a ordenação, que é muitas vezes ter mais que um autor. Nesses, o meu critério é por editora e por título, ignorando os autores. Nos livros de apenas um autor, é ordem alfabética por autor (pode haver casos em que dou preferência a um autor, mesmo quando em colaboração e ordeno por esse). Há uma série de livros totalmente em desordem. Também há livros que embora não estejam totalmente nessa situação, estão arrumados por tamanho. São esses os muito pequenos e os muito grandes, o espaço é precioso em qualquer colecção e estes compromissos têm de existir. No pouco espaço que sobra de prateleira também vou juntando algum merchandise e memorabilia.
No fim chego à conclusão que tenho muitos livros. Mas também são décadas, desde que me conheço, a juntar. Espero um dia ter tudo junto num único sítio, por ordem e sempre à mão para ler ou reler.

Estantes José Rui
Continuo a ser uma pessoa dos comics e é assim que os tenho ordenados. Por editora, título.
Estantes José Rui
Esta é uma secção misturada com outros livros e no essencial desordenada.
Estantes José Rui
Aquilo que classifico como banda desenhada de autor. Ordenada por autor.
Estantes José Rui
Por cima da estante também é estante. Mais uma secção praticamente em desordem.
Estantes José Rui.
Livros desmesurados por cima das estantes. Alguns não são de banda desenhada, como o Audubon Portfolio. E sim, confesso, tenho dois Building Stories do Chris Ware.