Elissa Suh — What about comics? Aksel is a graphic novelist, and I take it you’re a fan of R. Crumb.
Joachim Trier — The underground comic scene has meant a lot to me and also that graphic novels have come into prominence. You have artists like Chris Ware who have created something unique. That tradition matters, so it’s not random that I chose to make Aksel a graphic novelist. Back then you could look into those rooms and hear those people talk about things that were unexpected and strange, and R. Crumb was someone who explored that and was honest and philosophical about being the strange human he felt he was, and trying to create an artistic corner where he could do his thing, and someone could do theirs. Everything was unanimous and shared. I think that honesty about the underground is something I admire. I’m not saying I agree with everything he’s done, but I’ve found it fascinating and learned an aspect of human behavior that wasn’t my own—and that’s what art is about. You see something that broadens your horizons.
—Joachim Trier, A Stick, a Stone, the End of the Road: Joachim Trier Discusses “The Worst Person in the World”, Mubi
Autor: José Rui
Livraria Online
Na nossa livraria online temos de momento mais de 20.000 títulos, dos quais muitos já estão esgotados. Entretanto, interrompemos a inclusão de novos títulos em Agosto passado e pouco depois o Mac que era utilizado para essa tarefa avariou o que tornou evidente a antiguidade da nossa informática (10-12 anos o hardware e mais o software).
Tornando curta uma história que é mais complexa, adquirindo apenas um Mac novo com o respectivo software não é possível porque já nada comunica entre si, portanto a solução é renovar todos os Macs e software de uma vez só, o que ainda não foi possível.
Entretanto, como também temos milhares de comics na livraria que já esgotaram online, começamos aos poucos (porque o trabalho tem sido imenso, com encomendas a chegar cada vez maiores) a passar esses exemplares para a livraria online. E é esse trabalho que está agora a ser feito, para que possam continuar a encontrar títulos que em boa verdade não estão disponíveis há muito tempo.
E é este o estado das coisas neste momento.
João Paulo Cotrim (1965-2021)
Carbono Zero
Falou-se muito da conferência COP26, onde líderes que viajaram em centenas de jactos privados discutem e tomam decisões por milhões de pessoas, a maior parte das quais nem viaja. Discutiu-se muito, para mais uma vez adiar algumas décadas e para as gerações futuras a resolução dos principais problemas. No consumo descontrolado propulsionado por modas efémeras e obsolências planeadas, não se tocou. esta última deve ser a maior evidência que não existe qualquer preocupação com o ambiente. Já toda a gente deitou fora equipamentos praticamente novos porque “avariou a placa electrónica” que custa mais que uma nova máquina completa.
À nossa micro-escala também estamos inseridos neste mundo e também nós causamos algum impacto no planeta (basta estar vivo). A nossa livraria tem como principal actividade a importação por via aérea de livros dos EUA, em 31 anos são muitas viagens de avião.
Também há décadas que nos preocupamos com o ambiente, mas nunca fizemos grande alarido. Aliás, a publicidade e o marketing verde tornaram-se inversamente proporcionais a qualquer preocupação real, mais ainda a qualquer acção concreta — o green washing está agora por todo o lado.
No Brasília, sugerimos a instalação de painéis solares fotovoltaicos nos terraços o que foi aceite e implementado na parte nova e está em instalação nas fases mais antigas. Depois disso, sugerimos a instalação de mais painéis para produzir energia para as lojas, o que está em estudo. E durante toda a vida da livraria, temos implementado pequenas medidas, desde utilização de papel reciclado, reutilização das caixas para envios postais (nunca compramos caixas, nem durante a pior fase Covid-19), eliminação do desperdício ao máximo, separação de lixo e muitas outras.
Mas o que fizemos de mais significativo foi a aquisição de cinco hectares de terra em Cinfães, metade agrícola e a outra metade florestal de exploração condicionada. Plantamos cerca de 1.000 árvores, que com mais outras tantas que já lá estavam, efectuam o offset de carbono das nossas actividades, tornando-nos não carbono zero ou neutral, mas efectivamente carbono negativo, absorvemos mais do que o que emitimos. E isso é apenas uma parte, pois pela conservação, contribuímos para a vida selvagem e biodiversidade.



Visto no Google Maps a nossa parcela de terreno é agora um bosque fechado. A principal preocupação é que não arda, o que deitaria por terra muito do esforço. Todos os anos se limpa (cortar matos) e se faz alguma gestão. Para já tem resultado e apesar de não ser com muito alarido, agora já sabem. E se não fosse mesmo no fim, teria conseguido não utilizar a palavra “sustentabilidade”, que também anda por aí muito gasta. Obrigado por serem nossos amigos e clientes.




