Da perspectiva de um colorista: Apagado

Conan the Barbarian
Conan the Barbarian de Roy Thomas, John Buscema e C. Bunkers. Publicado originalmente em 1974 e a reedição de 2019.

O legado dos grandes colorista das épocas de ouro, prata e bronze dos comics americanos está a ser sistematicamente apagado pela forma descuidada como esses comics são re-coloridos e reeditados, maioritariamente pelas editoras principais. Isto é particularmente infeliz para os artistas que coloriam o seu próprio trabalho como Barry Windsor-Smith, Neal Adam, Tom Palmer ou Klaus Janson. E ainda mais para mulheres pioneiras como Glynis Wein e Marie Severin que coloriram com sensibilidade uma miríade de histórias de banda desenhada. As cores berrantes das reedições não representam de forma nenhuma a aparência que estes comics pretendiam. Destoem a harmonia cromática e eliminam a ambiência. É uma vergonha e no entanto estamos neste pé.

Até segunda!

François Schuiten
Ilustração de François Schuiten para o Le Soir.

Na próxima Segunda-feira vamos reabrir a livraria com alguma limitação de número de clientes simultaneamente (seis no máximo). A entrada no centro comercial será pela Rotunda da Boavista.
Preferimos que nos visitem com uma máscara para vossa segurança e também do Vasco e do Marco.
À entrada solicitamos que utilizem duas gotas de gel desinfectante nas mãos.

Há muitas novidades que não tiveram oportunidade de ver neste quase mês e meio de inactividade. Iremos ter uma grande carga de reposições e a nossa distribuidora irá retomar a actividade normal em meados do mês, mas ainda não sabemos quando as gráficas e editoras darão à estampa as almejadas novidades. É importante compreender que pelo menos dois meses de edições foi adiado, raros serão os casos de acumulação. Ou seja, uma editora que edita 10 títulos por mês irá continuar nesse ritmo, não vai editar 20 nos próximos dois meses, o que seria economicamente incomportável.

A livraria também está muito mais arrumada e será fácil descobrir muitas pérolas que passaram despercebidas. Não é propriamente a festa de reabertura que se espera, mas contamos com a vossa presença.

Da perspectiva de um colorista: Simon e Kirby

Captain America
Captain America de Joe Simon e Jack Kirby.

A Marvel está a publicar um volume mamute de $150USD, a edição definitiva do trabalho de Simon e Kirby para a Timely. As capas por alguma razão foram re-coloridas. Mas vejam o que fizeram às páginas interiores. A personagem mais famosa que Simon e Kirby criaram é obviamente o Capitão América, portanto essas poucas páginas devem ser tratadas como tesouros. Pode ser que a Folio Society ou a Taschen o façam um dia. Por agora, a Marvel aplica a sua filosofia de cor inflexível que dá nisto.