Estantes #2

Parte da vista geral.
Parte da vista geral.

Se tivesse de escolher uma palavra para definir a minha biblioteca de banda desenhada, ela seria quase de certeza diversidade.
Diversidade de tipo de edição: livros, álbuns franco-belgas (em maioria), compilações, recolhas, comics, livros teóricos, revistas…
Estas últimas portuguesas, francesas, espanholas, brasileiras, americanas. Das edições nacionais, exemplares dos grandes títulos infanto-juvenis desde os anos 1930: Papagaio, Mosquito, Camarada, Diabrete, Cavaleiro Andante e, claro, o Mundo de Aventuras que coleccionei durante mais de uma década e onde fiz a minha “formação” aos quadradinhos.
E o lamento — hoje irrepetível — de o ter mandado encadernar…
Diversidade também de nacionalidade das edições: portuguesas, francófonas (estas duas em clara maioria), espanholas, americanas, brasileiras… E também algumas italianas, inglesas, uruguaias, japonesas… e até um Astérix e Cleópatra naturalmente em… egípcio!
Diversidade igualmente de temáticas: western, super-heróis, humor, fantástico, policial, aventura, autobiografia, provenientes das mais diversas editoras/produtoras: Turma da Mônica, Disney, Bonelli, Marvel, DC Comics, Casterman, Delcourt, Lombard, Dargaud, Futuropolis, Humanos…
Se em tempos a sua arrumação foi mais fácil – eram menos as edições – hoje ela é – digo eu – algo caótica: se o ‘padrão’ é o álbum franco-belga tradicional, organizado alfabeticamente por desenhador, as excepções são cada vez mais e os livros antes confinados a metade das minhas estantes, hoje já invadiram outros espaços, escorraçando de lá outros.
Fora daquele padrão de ordenação, estão hoje algumas séries (Tintin, Astérix, Spirou, Blake e Mortimer…), algumas edições (formatos muito grandes, formatos mais pequenos, compilações de tiras de imprensa, manga, autores portugueses, Bonelli, Marvel, DC Comics).
Mais, no momento em que lerem estas linhas, possivelmente as fotas que as ilustram já não correspondem à realidade, pois o convite da Mundo Fantasma apanhou-me a meio de um “remodelação espacial”!
Por isso, as edições de alguns dos meus autores de referência, como Prado…

Miguelanxo Prado
Miguelanxo Prado.

… ou Davodeau…

Étienne Davodeau
Étienne Davodeau.

… surgem aqui tão “mal dispostas” nas prateleiras.
A par de todas estas edições – em tempos contabilizadas à unidade, hoje – (por estimativa) a aproximarem-se das 10 mil – surgem muitos produtos derivados, com destaque para Tintin.

Tintin
Tintin.
Pequeno formato
Pequeno formato.
Mais álbuns
Mais álbuns.
Bonelli
Bonelli.
Mundo de Aventuras
Mundo de Aventuras, infelizmente encadernado.
Veículos do Tintin
Veículos do Tintin.
Álbuns de autores portugueses
Álbuns de autores portugueses.
Astérix
Astérix.

A fechar, uma certeza: tudo o que está arrumado foi lido, em grande parte relido, em alguns casos lido vezes sem conta – mas claro que perto de uma centena de títulos aguardam (em local próprio) por leitura em breve…


Pedro Cleto escreve habitualmente no blogue As Leituras do Pedro.

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