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Cinzas

Cinzas

Cinzas

Cinzas

Cinzas de Olivier Schrauwen conta a história verídica do seu rapto por extraterrestres em Berlim, cidade onde habita há algum tempo.
Sendo autor de banda desenhada, O. Schrauwen não encontrou outra forma de relatar a experiência do que através de uma BD de edição tosca e desajeitada, mas pungente na honestidade dos detalhes, descritos da melhor forma que os conseguiu recordar. Esta edição da Mmmnnnrrrg e Mundo Fantasma, também ela tosca e desajeitada, tenta traduzir essa experiência de uma forma palpável.
Impresso em risografia com uma tiragem de escassos 300 exemplares em quatro versões. De cada versão — em Riso Blue, Riso Teal, Riso Burgundy e o extraterrestre Riso Fluorescent Orange sobre papel Favini Burano Grigio de 90g —, existem apenas 75 cópias.

Sama: A Entrevista

Brevemente, uma nova edição Mundo Fantasma: “A Entrevista” do autor brasileiro Sama. Dado à estampa em risografia a duas cores, em papel Favini de 120g.

A Entrevista, Sama.
Pronto para fazer master 2.
A Entrevista, Sama.
Quatro prints exclusivos em papel de três cores diferentes (12 diferentes no total).
A Entrevista, Sama.
As primeiras páginas de A Entrevista.
A Entrevista, Sama.
Serão 42 folhas de história (folhas, porque são impressas só de um lado).

Produção gráfica #3

It's a Bird
It’s a Bird de Teddy Kristiansen (argumento de Steven T. Seagle), editado pela DC/Vertigo em 2004.

Quando o livro é impresso a cores ou cinzentos, a balonagem — habitualmente a preto —, necessita de ser tratada separadamente. Os desenhos deverão ter uma resolução que pode ser por exemplo de 300dpi e o texto uma resolução mínima de 1200dpi (ver Produção gráfica #2), adivinha-se facilmente dois ficheiros separados. Esses ficheiros são depois compostos em conjunto num programa de paginação como o Adobe InDesign ou o Quark Xpress. De um modo mais desactualizado, poderiam ser compostos já ao nível do fotolito na gráfica (ou seja enviados separadamente, para o montador da gráfica fazer esse trabalho de forma tradicional).

Balonagem Wolverine 2
Balonagem em ficheiro próprio do comic Wolverine 2, edição em português da Devir, em 1999. No canto superior esquerdo pode ver-se uma marca de acerto.

Este processo deve começar no próprio autor, apesar de ser possível ao editor resolver o problema, com mais ou menos trabalho. Se for um autor 100% digital, pode ter os desenhos a 300dpi e efectuar a balonagem directamente num dos referidos programas de paginação, com uma fonte adequada (e não, não é a Comic Sans). Neste caso, os caracteres são vectoriais e como tal ficam independentes da resolução, sendo impressos com a qualidade (a boa qualidade, espera-se) determinada pela máquina de saída. Nunca balonar no Photoshop ou equivalente e mesmo nunca no ficheiro dos desenhos.

Se for um autor que desenha e balona em papel, uma especialidade e uma arte cada vez mais rara, deve balonar numa folha separada. Em ambos os casos, além de ficar o melhor trabalho possível em termos de obra impressa, também é o correcto para quem um dia seja editado noutro idioma. O editor estrangeiro apenas tem de acrescentar a sua “camada” de texto, estando tudo o resto preparado para a receber com o máximo de qualidade.

The Hive
The Hive de Charles Burns, editado pela Pantheon Books em 2012.

Claro que os livros de Daniel Clowes e Charles Burns das imagens, banda desenhada a cores lisas e contorno a preto bem definido, colocam os seus próprios problemas que tentarei explicar num próximo artigo.
Comic Sans Criminal
What’s so wrong with Comic Sans? (BBC)