Uma dificuldade imprevista

Airmail

Tendo a nossa distribuidora nos EUA recomeçado as operações ontem, hoje contávamos com boas notícias e saída da nossa carga com as esperadas novidades.
Em vez disso, somos informados da duplicação efectiva dos custos por parte da transportadora. Um mail lacónico diz-nos unilateralmente que “due to current situation, our contract rates are not valid” e que cobrarão uma “Emergency Capacity Surcharge”. Até obtermos explicações mais cabais, consideramos isto um aproveitamento inaceitável de uma situação que afecta (quase) todos. A livraria já está sob imensa pressão, a duplicação dos custos de transporte é completamente insustentável.
Assim sendo, cancelamos o envio e solicitamos mais informações, designadamente até quando se manterá a tal “Emergency Capacity Surcharge” — ainda hoje pagamos uma taxa de segurança de $0,12 USD por quilo como consequência dos atentados de 11 de Setembro. Pelo que vos pedimos paciência.
Mais uma vez se constata que para ultrapassar esta crise, só dependemos de nós e da nossa comunidade de amigos e clientes.
A vossa visita é fundamental. A livraria online está agora a caminho dos 10.000 títulos e muito agradecemos as vossas encomendas. Continuamos a enviar por MRW para todo o país. Obrigado e muita saúde para todos.

Actualização: Parece que além de haver menos carga, as companhias estão a encher os aviões de passageiros com mercadorias (New York Times). São as mesmas empresas que mal o petróleo aumenta nos brindam com mais uma taxa “fuel surcharge”, mas agora que compram combustível por cêntimos, duplicam os preços com uma taxa “covid-19”.

Da perspectiva de um colorista: Apagado

Conan the Barbarian
Conan the Barbarian de Roy Thomas, John Buscema e C. Bunkers. Publicado originalmente em 1974 e a reedição de 2019.

O legado dos grandes colorista das épocas de ouro, prata e bronze dos comics americanos está a ser sistematicamente apagado pela forma descuidada como esses comics são re-coloridos e reeditados, maioritariamente pelas editoras principais. Isto é particularmente infeliz para os artistas que coloriam o seu próprio trabalho como Barry Windsor-Smith, Neal Adam, Tom Palmer ou Klaus Janson. E ainda mais para mulheres pioneiras como Glynis Wein e Marie Severin que coloriram com sensibilidade uma miríade de histórias de banda desenhada. As cores berrantes das reedições não representam de forma nenhuma a aparência que estes comics pretendiam. Destoem a harmonia cromática e eliminam a ambiência. É uma vergonha e no entanto estamos neste pé.